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O ópio do povo?

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1 O ópio do povo? em Sab Jun 13, 2009 9:36 pm

Mineirinho


Já sou frequente
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Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino.

Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda.

No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.

Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único.

O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus.

A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta.

Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra
que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem
religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”

Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.

Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões.

A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.

O texto acima é um fragmento da matéria "DEUS é pop", da revista Época. O que você achou? A conhecida frase de Karl Marx (e uma das minhas preferidas dele), sobre a religião ser o ópio do povo, já não faz mesmo mais sentido? E Sigmund Freud, o "papa" da psicanálise, errou ao afirmar que DEUS era uma invenção de uma humanidade carente? Andam alardeando pelos arrais evangélicos, que em menos de nove anos o Brasil será uma nação 100% evangélica (Os "profetas" que andam vociferando essa afirmação, citam uma suposta pesquisa, sem, contudo revelarem a fonte e/ou o(s) autor(es) de tal pesquisa sobre a qual, eu nunca ouvir falar.), você acredita na veracidade de tal afirmação?

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2 Re: O ópio do povo? em Seg Jun 15, 2009 8:19 am

Valfrid


Admin
Admin
Vamos por partes!!

Acho que esses pensadores nos legaram muitas coisas certas, mas ninguém acerta 100% certo!?

Agora 95% dos jovens brasileiros?! De boa, então acho que eu tenho convivido apenas com a parcela que representa os outros 5%, porque o que mais vejo são céticos e/ou ateus, ou então, pessoas que, se são religiosas, com certeza não são cristãs, que é o que a reportagem deixa subentendido quando fala em religiosos.


_________________
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3 Re: O ópio do povo? em Seg Jun 15, 2009 9:14 am

Aroldo Chuasneguer


Isso aqui está viciando!
Isso aqui está viciando!
100% de Evangélicos?
Ha-Ha-Ha!

Vão criar um novo "nicho" de Cristãos. "Evangélicos Não-Praticantes"
HUuhahauhahuauahuauhauhhuahua

É cada uma que vejo. E ainda não vejo tudo.

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4 Re: O ópio do povo? Hoje à(s) 11:28 pm

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