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A Bíblia, segundo José Saramago

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1 A Bíblia, segundo José Saramago em Qui Jan 14, 2010 4:19 pm

Mineirinho


Já sou frequente
Já sou frequente
Homem de poucas palavras e pouco riso (“estilo João Gilberto”), mas brilhante, contundente e incisivo com a escrita. Adjetivos não faltam para caracterizar a vida e obra do octogenário José Saramago – em novembro de 2009 o escritor português completou 87 anos -, mas nenhum deles esteve tão em evidência quanto “polêmico”, principalmente depois de seu mais recente livro aterrizar nas livrarias, concomitantemente com declarações bombásticas sobre as Escrituras Sagradas. Segundo ele, a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade do pior da natureza humana. “Lê a Bíblia e perde a fé”, resumiu, numa entrevista realizada em Penafiel, cidade escolhida para a coletiva mundial de lançamento de Caim (Companhia das Letras). Nem mesmo o líder supremo da Igreja Católica se safou de suas alfinetadas:
”Bento XVI parece-me um hipócrita mas, enfim, a Igreja Católica não acaba pelo fato de um pensar assim”
disparou ao Diário de Notícias, de Lisboa.

Para Maria de Fátima Moreira de Carvalho, mestre em Ciências das Religiões pela Universidade Federal da Paraíba, nenhum livro apresenta um plano de salvação tão clara, coerente, lógica e perfeita como a Bíblia, elaborada por DEUS antes da fundação do mundo com o objetivo de criar, ajudar, restaurar e instruir o homem contra as forças do mal.
”Se o famoso escritor não chegou a esse entendimento é porque se limitou a ler na Bíblia apenas os atos vis dos seres humanos, desprezando os registros nela contidos sobre as razões do trabalho de DEUS junto aos homens”,
defende.
”Se assim procedesse, certamente que ele passaria a entender o precioso sentido da existência e saberia melhor o que fazer com a sua própria vida. Assim, de maneira nenhuma insultaria os muitos milhões de seguidores da Palavra”,
complementa.

Em
Caim, Saramago defende o protagonista, condenando a atitude de DEUS por desprezá-lo, ou puni-lo, em função das boas ações realizadas pelo irmão. E o autor também o absolve de qualquer culpa sobre a morte de Abel, atribuindo ao próprio DEUS a autoria intelectual do crime. Em O Evangelho Segundo JESUS CRISTO (também distribuído no Brasil pela Companhia das Letras), ele distorce completamente a história de JESUS narrada pelos discípulos, atribuindo-lhe características humanas em detrimento das sagradas, na tentativa de recontar a vida do Nazareno de uma maneira pessoal – para alguns, até mesmo ateísta (Aliás, os que se dizem ateus e afins, são vorazes consumidores das obras de Saramago. Mas, eu, que sou cristão-evangélico, também gosto de suas obras.). Na obra, escrita há quase vinte anos, JESUS adolescente formado no imaginário do romancista é um jovem revoltado com o pai, considerado por ele como responsável pela morte das crianças em Belém na época de seu nascimento. Já, o JESUS adulto sente atração física como qualquer outro homem – no caso, por Maria Madalena. Diante de um enredo desses, inevitáveis foram as manifestações de repúdio à obra vinda das mais diversas vertentes cristãs.
”Se os renomados estudiosos e pesquisadores das religiões não encontram subsídios extra-bíblicos sobre a vida pessoal de JESUS, obviamente que tudo que esta nesse livro é fruto exclusivo da mente do romancista”,
explica Maria de Fátima, que é evangélica e membro da Assembléia de DEUS de João Pessoa.

Não é somente por aqui que os crentes parecem indignados com as declarações de Saramago. Em Portugal, mais precisamente em Penafiel, membros da Igreja Batista se reuniram em manifestação; poucos é verdade – afinal, a grande maioria da população do país é adepta ao catolicismo -, mas bastante significativo por ter sido ali que o escritor soltou o verbo contra o cristianismo, acendendo o pavio da polêmica que tem se espalhado pelo mundo e pautado os mais diversos meios de comunicação. De acordo com Manuel Morujão, padre e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), as declarações do dramaturgo não passam de uma campanha de publicidade, e que não convém a um Nobel de Literatura se envolver em discussões e ofensas dessa natureza – Saramago recebeu o prêmio em 1998.

Como cristã, a paraibana Maria de Fátima aponta uma receita bem simples, à base de água fria, para apaziguar o ânimo dos evangélicos mais indignados.
”O julgamento de Saramago é pessoal e totalmente fora da realidade do texto sagrado. Assim, seus leitores que acreditam em DEUS, podem ficar tranqüilos, permanecendo firmes na fé e lançando ao vento todas as palavras que não trazem conhecimento”,
conclui.

Ceticismo, ateísmo, campanha de marketing para alavancar as vendas, enfim, cada um pode fazer seu próprio juízo de valor em relação à atitude do escritor português. O que ninguém pode negar, no entanto, é que ele conseguiu, com poucas palavras, como lhe é peculiar, desapontar muitos cristãos em todo o mundo – talvez muitos de seus próprios leitores –, além de acalorar as discussões acerca do cristianismo. Diante disso, mesmo com a idade avançada, Saramago comprova estar mais em forma do que nunca.

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2 Re: A Bíblia, segundo José Saramago em Dom Mar 21, 2010 12:16 am

Valfrid


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Apesar de tudo, parece um livro interessante de ler!!

É sempre bom ver o contraponto daqueles que não acreditam naquilo que acreditamos.


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